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Cerâmica que parece madeira
Nova linha de porcellanatos é alternativa para ambientes externos e internos
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Cores quentes, desenho longilíneo e ambiente convidativo. São essas as mais novas características da cerâmica, freqüentemente associada a tons frios e distanciamento. A mudança no conceito do revestimento segue a tendência do design mundial, que tem valorizado os atributos da madeira. Por esse motivo, as indústrias cerâmicas têm se esforçado para reproduzir as particularidades da madeira em seus produtos, projetando linhas especiais. A vantagem é do consumidor, que conta com um produto mais resistente a manchas e riscos, de fácil manutenção, versátil e de qualidade estética. Segundo a designer Ruth Fingerhut, da Cerâmica Portobello, a madeira e suas características têm bastante força no setor de revestimento atualmente. “Essa tendência, que já estava em alta no Estados Unidos, se confirmou na feira italiana Cerfae desse ano, referência mundial de design em cerâmica. A madeira é um produto com sensação de aquecimento, aconchegante, e são essas características que estamos buscando”. A Portobello, depois de uma extensa pesquisa com elementos longilíneos, com nódulos e riscos (tal qual a madeira), criou a linha Sense. “Essa linha trabalha com o desenho alongado, muito semelhante à madeira, e com a textura mate, que dá a sensação de quente”, explica Ruth. Disponível nos tons marfim, bege, cinza e chocolate, a cerâmica tem bastante continuidade e pequenas áreas de rejunte, e custa em torno de R$ 85 o metro quadrado. A linha Legno, da Cerâmica Gyotoku, é um outro bom exemplo. Resultado da prensagem da terra e de pigmentos especiais, ela combina os principais elementos da madeira com a durabilidade da cerâmica. Para o diretor-superintendente da Gyotoku, Adriano Lima, a linha simboliza também as tendências ecológicas e tecnológicas do setor. “Esse porcellanato traduz um conceito inovador de preservação da natureza, já que poupa o extrativismo madeireiro. É um produto ecologicamente correto e de tecnologia de ponta”. Para quem compra, a vantagem é a versatilidade do material, que pode ser usado em praticamente qualquer tipo de ambiente (externo ou interno; grande ou pequeno; em pisos, paredes ou áreas molhadas e de umidade), e a sua durabilidade: não mancha, não risca, não desbota no sol e é totalmente lavável.
| Arquitetos opinam sobre o produto |
A nova tendência em cerâmica tem sido aprovada pelos arquitetos. No entanto, eles fazem algumas considerações para não haver excessos. A arquiteta Patrícia Linhares lembra que, na verdade, nada substitui a madeira. “Eu, particularmente, não gosto das cerâmicas que tentam imitar outros materiais. Cada material tem sua beleza”. Sumara Bottazzari, também arquiteta, concorda: “A nobreza da madeira a cerâmica não tira, não substitui. Numa área social, por exemplo, eu não usaria, porque a madeira é muito mais aconchegante e nobre. Mas é uma alternativa excelente para áreas úmidas, de alta circulação, em que você queira dar um toque de aconchego, mas com a versatilidade da cerâmica”. Patrícia Linhares também coloca em jogo as desvantagens da madeira. “Ela exige cuidados especiais com o brilho, com a cor e com manchas. Além disso, requer uma boa colocação, já que pode empenar ou criar frestas, e tem um custo elevado. É um material natural, e exige certos cuidados por isso”. Patrícia recomenda o uso do porcellanato quando o cliente quiser preço, praticidade e facilidade de manutenção.
Fonte: www.construcaoecia.com.br |
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